36ª SEMANA DE GESTAÇÃO | 9 Meses, Como está o Bebê, Posso dirigir? | 3º TRIMESTRE DE GRAVIDEZ

36 Semanas de Gestação: Guia Completo para a Mãe, o Bebê e Toda a Família

Chegar às 36 semanas de gestação é emocionante: você já percorreu quase toda a maratona! Nesta fase, o útero atinge o ponto máximo de crescimento, o bebê ensaia seus últimos movimentos antes do grande encontro e a família inteira se prepara para a transformação. Se você quer saber exatamente o que muda no seu corpo, na rotina e na mente durante o nono mês, fique até o fim deste tutorial. Em pouco mais de 2.000 palavras, traremos dicas práticas, dados médicos, checklists e exemplos reais inspirados no vídeo “36ª SEMANA DE GESTAÇÃO | 9 Meses, Como está o Bebê, Posso dirigir?” do canal Almanaque dos Pais. A promessa é simples: ao terminar a leitura, você terá clareza para montar a mala da maternidade, dirigir com segurança, lidar com câimbras, preparar o irmão mais velho, ajustar sua alimentação e vencer o medo do parto. Vamos juntas?

1. Seu corpo na 36ª semana: anatomia e sentimentos

Altura do fundo uterino & deslocamento de órgãos

No exame pré-natal desta semana, a maioria das mulheres apresenta altura de fundo uterino de 34-36 cm. Significa que o útero toca a margem inferior do esterno, comprimindo diafragma, estômago e bexiga. Por isso, a sensação de falta de ar se intensifica, a azia pode voltar e as idas ao banheiro se tornam quase cronômetro. Se você nota pontadas na pelve, é provável que a cabeça do bebê esteja se encaixando — um sinal de que o parto pode ocorrer entre duas e seis semanas.

Câimbras e retenção de líquidos

Outra queixa típica é a volta cruel das câimbras noturnas. O ganho de peso — entre 9 kg e 12 kg na maioria dos casos — sobrecarrega a circulação, concentrando ácido lático nos músculos da panturrilha. A dica prática é alongar as pernas antes de deitar, hidratar-se com 2 L de água ao dia e suplementar magnésio, sempre com aval médico.

Exame de toque: vale a pena?

Muitos obstetras iniciam o toque vaginal a partir da 36ª semana para avaliar apagamento e dilatação. Se você se sente desconfortável ou tem histórico de sangramento, converse sobre alternativas como ultrassom transvaginal. O importante é a informação clara: o toque não induz o parto, apenas checa o amadurecimento cervical.

Dra. Helena Moura, obstetra certificada pelo Febrasgo, destaca: “O exame de toque na 36ª semana deve ser individualizado. Ele não é obrigatório, mas quando bem indicado, fornece dados que ajudam a planejar o parto e evitar intervenções desnecessárias.”

2. Mala da maternidade: o que não pode faltar

Checklist completo (mãe, bebê e acompanhante)

Preparar a mala logo agora evita esquecimentos quando as contrações chegarem. Segue um guia prático baseado na rotina de maternidades brasileiras:

  1. 3 camisolas com abertura frontal para a mãe
  2. 1 roupão quentinho e chinelos antiderrapantes
  3. Documentos: RG, plano de saúde, cartão pré-natal e exames recentes
  4. 5 macacões RN de algodão para o bebê
  5. 5 bodies + 5 mijões combinando
  6. 2 mantas (malha e tricot) para variação de temperatura
  7. Pente, escova de dentes, absorvente noturno, elástico de cabelo
  8. Carregadores de celular e lista de contatos para anunciar o nascimento

Praticidade nos primeiros cuidados

Dica de ouro: separe cada troca do bebê em saquinhos etiquetados (“1º dia”, “banho”, “alta”) para facilitar a vida da enfermagem e do acompanhante. Para a mãe, priorize tecidos macios, pois os pontos (parto normal ou cesárea) pedem conforto absoluto.

Caixa de destaque – Tempo de internação
Parto vaginal: 24-48 h
Cesárea: 48-72 h
Programe quantidade de roupas de acordo com o tempo estimado de estadia.

3. Dirigir com 36 semanas: segurança e legislação

Quando parar de conduzir?

A legislação brasileira não proíbe grávidas de dirigir em nenhum momento. Contudo, a Fenabrave e o Colégio Brasileiro de Medicina de Tráfego recomendam suspender a direção quando a barriga encosta no volante ou quando surgem contrações ritmadas. Na prática, a maioria das gestantes deixa de dirigir entre 34 e 37 semanas.

Configuração do banco e do cinto

Afaste o assento ao máximo, mantendo o joelho levemente flexionado. O encosto deve ficar a 100-110°. Passe a faixa abdominal do cinto por baixo da barriga, apoiada nos quadris, e a faixa diagonal entre as mamas. Nunca coloque travesseiros sobre o ventre: eles aumentam o impacto em colisões.

  • Regule o volante para a posição mais alta
  • Ative o airbag (ele protege, não agride)
  • Planeje rotas curtas e evite horários de pico
  • Faça pausas a cada 30 min para alongar panturrilhas
  • Tenha um plano B: aplicativos de transporte ou carona amiga

Exemplo prático: se você trabalha a 15 km de casa, divida o trajeto em dois trechos, parando em um posto para usar o banheiro e beber água. O ganho circulatório compensa os 5 min extras.

Caixa de destaque – Sinal de alerta
Se surgirem visão embaçada, dor de cabeça intensa ou sangramento, estacione imediatamente e procure socorro. Podem ser sintomas de pré-eclâmpsia.

4. Câimbras, dores pélvicas e preparo do períneo

Rotina de alongamentos

Reserve 10 minutos antes de dormir para alongar panturrilha, posterior de coxa e glúteos. Apoie-se numa parede e empurre o calcanhar para o chão por 30 segundos, trocando a perna. Use garrafa de água quente na lombar se sentir rigidez após o trabalho.

Massagem perineal: passo a passo

A partir de 34 semanas, a massagem perineal reduz o risco de laceração grave no parto normal. Com mãos limpas e óleo vegetal, introduza o polegar 3 cm na vagina, formando um “U” de 6h a 3h e de 6h a 9h, alongando suavemente por 2 min. Faça dia sim, dia não.

Caixa de destaque – Quando evitar a massagem
Infecção vaginal ativa, herpes, sangramentos ou placenta prévia contraindicam o procedimento.

5. Desenvolvimento do bebê na 36ª semana

Peso, medidas e funções vitais

O bebê mede em média 47 cm e pesa cerca de 2,6 kg. Todos os órgãos, exceto os pulmões, já funcionam como fora do útero, mas o amadurecimento alveolar segue veloz. Se nascesse hoje, teria 98% de chance de sobrevida sem sequelas, exigindo, no máximo, 24-48 h de oxigenoterapia leve.

Pele, gordura marrom e gengivas

A vérnix (creme branco) começa a diminuir, enquanto se acumula gordura marrom, responsável por regular a temperatura após o parto. A gengiva engrossa e se prepara para os reflexos de sucção; não, ele não nascerá “dentado”, mas já treina movimentos de amamentação engolindo líquido amniótico.

Posição cefálica, sentado ou transversal

Cerca de 92% dos bebês estão cefálicos nesta fase. Se o seu ainda estiver pélvico, converse sobre manobras de inversão (versão cefálica externa) ou exercícios de Spinning Babies. Exemplos práticos incluem ficar na posição de quatro apoios por 10 min, três vezes ao dia, ou usar a “ponte inclinada” com almofadas.

Posição fetalSintoma maternoConduta recomendada
Cefálica (cabeça para baixo)Pressão pélvicaManter atividade física leve
Pélvica completaChutes nas costelasAvaliar versão externa
Pélvica francaDor lombarFisioterapia obstétrica
TransversalBarriga irregularUltrassom + cesárea planejada
Cefálica posteriorDor sacral intensaExercícios em bola suíça

6. Preparando o irmão mais velho para a chegada do caçula

Rotina e protagonismo

Crianças amam rotinas. Portanto, dias antes do parto, mostre o passo a passo da nova dinâmica: quem levará à escola, quem ajudará no banho, onde ficará hospedada se for preciso dormir fora. Inclua a criança em pequenas escolhas, como selecionar o macacão de “boas-vindas” do bebê.

Linguagem positiva e histórias

Por volta dos três anos, os pequenos entendem melhor o conceito de “dividir” os pais. Utilize livros ilustrados — por exemplo, “Nasceu um Irmãozinho!” — e encene com bonecos as trocas de fralda. Isso torna a ideia concreta, não abstrata.

  • Mostre fotos do ultrassom e convide-o a sentir os chutes
  • Reforce que o amor, não o tempo, será multiplicado
  • Cultive “a hora do irmão mais velho” 15 min diários, mesmo após o parto
  • Presenteie-o na maternidade, dizendo que é do bebê
  • Valide emoções negativas (“Eu te entendo”, “Também sinto ciúmes às vezes”)

A melhor dica do vídeo

Mônica Romeiro, apresentadora do Almanaque dos Pais, sugere algo simples e poderoso: “Quando chegar em casa da maternidade, entre sem o bebê primeiro e abrace o mais velho”. Essa prioridade simbólica reduz o choque e cria associação positiva com o retorno da mãe.

7. Nutrição e lanchinhos energéticos

Lanches fracionados

Com o estômago comprimido, refeições pequenas a cada 3 h aumentam o conforto gástrico. Aqui vão ideias práticas validadas por nutricionistas:

  1. Pão integral + pasta de abacate + gergelim
  2. Mix de castanhas (30 g) + uvas-passas
  3. Banana amassada com aveia e canela
  4. Iogurte natural + mel + chia
  5. Wrap de frango desfiado + cenoura ralada
  6. Suco verde (couve, maçã, gengibre) coado
  7. Picolé caseiro de frutas vermelhas

Macronutrientes que fazem a diferença

Priorize proteínas magras (1,1 g/kg/dia) para sustentar o crescimento fetal, ferro heme (carne, feijão + laranja) para repor reservas e gorduras boas (ômega-3) que modulam o humor materno. Evite excesso de sal, responsável por agravar edema e câimbras.

8. Checklist final de 36 semanas

Organizando a casa (o “ninho”)

Sabe aquela vontade súbita de limpar armários às 3 h da manhã? Não é loucura: é o nesting, comportamento instintivo de preparar o ambiente para o filhote. Use-o a seu favor com esta lista rápida:

  1. Lavar roupas de cama do berço com sabão neutro
  2. Esterilizar mamadeiras (mesmo que planeje amamentar exclusivamente)
  3. Instalar o bebê-conforto no banco traseiro
  4. Programar pagamentos de contas dos próximos 30 dias
  5. Separar documentos de licença-maternidade
  6. Abastecer freezer com refeições congeladas
  7. Atualizar contatos de emergência no celular

Dica extra: crie um grupo no WhatsApp “Chegada do Bebê” só com parentes próximos. Assim você evita centenas de mensagens durante o trabalho de parto e centraliza as informações.

FAQ – Perguntas Frequentes sobre a 36ª semana

1. Posso ter relação sexual?
Se a gravidez é de baixo risco e não há dilatação prematura, está liberado. O orgasmo pode gerar contrações naturais e indolores.
2. Contração de treinamento dói?
Costuma ser desconforto leve, irregular e que cessa ao mudar de posição. Se houver padrão de 5 em 5 minutos, procure o hospital.
3. Preciso tomar vacina agora?
A DTPa (contra coqueluche) é recomendada entre 27-36 semanas. Se ainda não tomou, corra e garanta anticorpos ao bebê.
4. Como evitar inchaço nas mãos?
Suba as mãos sobre o encosto do sofá por 15 min, beba chás diuréticos leves (hibisco) e reduza embutidos.
5. Elevador pressurizado do prédio faz mal?
Não, a variação é insignificante. O incômodo auditivo é normal, igual a qualquer passageiro.
6. Gêmeos nascem obrigatoriamente agora?
Gravidez gemelar geralmente termina por volta de 37 semanas, mas cada caso é singular. Siga o plano do obstetra.
7. Preciso marcar cesárea antecipada?
Só em situações médicas (placenta prévia, posição transversal persistente). Caso contrário, aguarde o início espontâneo.
8. O tampão mucoso sempre indica parto imediato?
Não. Ele pode sair dias antes. Observe cor de sangue vivo e intensidade das contrações para diferenciar.

Conclusão

Ao chegar às 36 semanas de gestação você se encontra no ápice de mudanças fisiológicas, emocionais e logísticas. Repassamos neste artigo:

  • Transformações corporais e como lidar com câimbras;
  • Checklist infalível da mala de maternidade;
  • Dicas de direção segura no nono mês;
  • Técnicas de massagem perineal e alongamentos;
  • Curiosidades sobre o desenvolvimento fetal e posições;
  • Estrategias para integrar irmãos mais velhos;
  • Plano nutricional com lanchinhos rápidos;
  • Checklist final para o nesting.

Agora é sua vez: reveja cada seção, marque no calendário as pendências e compartilhe este guia com outras mães. Se quer conteúdo semanal sobre maternidade, inscreva-se no Almanaque dos Pais e ative as notificações. Que seu parto seja cheio de luz e que o bebê chegue com muita saúde!

Créditos: vídeo, dicas e inspirações retirados do canal Almanaque dos Pais. Artigo adaptado por redator especializado em saúde materno-infantil.

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